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A Sant’Anna é uma fábrica de cerâmica portuguesa localizada em Lisboa que produz todas as suas peças por métodos artesanais, da preparação do barro até a pintura, mantendo os mesmos processos desde 1741, data da sua fundação.
Os azulejos e faianças Sant’Anna são feitos totalmente à mão, com habilidade artística reconhecida pela conceituada decoração e pintura, dando aos seus produtos e trabalhos a qualidade das grandes fábricas de renome mundial.
História
A Fábrica Sant’Anna nasceu como uma pequena olaria de barro vermelho em Lisboa, por estar localizada próxima a uma região com barro de grande qualidade.
Após o devastador terremoto de 1755, a reconstrução da capital portuguesa tornou-se essencial e urgente, dando destaque ao azulejo, um material de baixo preço quando comparado a outros revestimentos como a pedra.
Com o crescimento da procura por este tipo de material, a outrora pequena olaria, passou a produzir azulejos decorativos que viriam a fazer parte das fachadas de inúmeros prédios em Lisboa.
Ao longo de sua história, a fábrica mudou duas vezes de endereço até fixar suas instalações na Calçada da Boa Hora, onde continua a produção de azulejos e faianças artísticas com as mais antigas técnicas tradicionais portuguesas.
Processo de fabricação
Os profissionais envolvidos na fabricação das peças reproduzem gestos e técnicas de modelação que constituem um patrimônio imaterial, contribuindo para a preservação desta arte apreciada em todo o mundo.
Todos os azulejos e faianças são produzidos de acordo com as técnicas centenárias características da azulejaria portuguesa, mais especificamente com a técnica majólica, introduzida na Península Ibérica no século XVI.
A primeira tarefa é moldar os objetos em argila, até obter a forma desejada. No caso dos azulejos, o barro é colocado manualmente nos moldes até adquirirem o aspecto final.
Nesta etapa, as peças recebem o carimbo que certifica a sua origem.
Após a secagem durante 3 a 4 semanas, as peças são levadas para a segunda fase do processo: os fornos, onde ficam por 48 horas.
Na terceira fase, as peças são submetidas à vidração. São mergulhadas em um tanque de vidro e, depois, estão prontas para serem pintadas.
Na quarta fase, é feita a minuciosa pintura. Um dos processos mais excepcionais da Fábrica Sant’Anna!
Tanto os azulejos de dimensões tradicionais como os painéis e demais peças são pintados à mão, individualmente, por artistas que executam há décadas a função nesta fábrica.
O processo artístico termina com uma segunda ronda nos fornos durante um dia, de onde saem os produtos finais com a textura e brilho a que estamos habituados.
São louças, artigos de decoração, e azulejos tradicionais, desde os padrões do século XVI, até painéis de artistas contemporâneos, com a garantia de que cada produto é único.
A diferença de cores e as pequenas imperfeições dão o caráter artesanal das peças, fazendo de cada uma delas um produto original e exclusivo.
Em uma trajetória de quase 300 anos, a Fábrica Sant’Anna conquistou diversos clientes, entre eles algumas célebres personalidades como o ex-Presidente da República Francesa, François Miterrand e Madeleine Albright, a primeira mulher a tornar-se secretária de Estado da administração norte-americana.
E terminamos por aqui a nossa visita à Fábrica Sant’Anna, o local que preserva uma arte tradicional secular e um dos símbolos de Portugal!
Clique no botão abaixo e assista ao vídeo de nossa visita ao local!
Endereço | Calçada da Boa Hora, 96 1300-488 Lisboa |
Contato | (+351) 213 638 292 [email protected] |
Horários | Todos os dias úteis das 9h30 até 18h |